Saturday, December 18, 2021

What the Irish are saying: Get Stuck In.

Hello. Long time no see! 1,678 days, to be exact. I follow a local coach on social media and today he posted something I felt I should share with you. The definition is by Cambridge.

Monday, May 15, 2017

13 Reasons Why - halfway through first season



You've probably read some articles criticizing 13 Reasons Why and may be reading this blog post to find out if it will be against watching it as well, so here is my spoiler: no it's not. It's not about that.

I now see the campaign against watching it is aimed at people in the same age group as the characters. When it comes to their emotional turmoil I go back in time and remember mine. It doesn't bring me down although I simpathize with the characters deeply. Like anybody else I was hurt by careless and inconsiderate actions of others when I was younger, but luckily I had a small circle of great friends who are actually in my life to this day despite the distance. What got to me though, especially on episode 6 was how young people cut their parents from their lives and sometimes will lie straight to their faces. But I'm not judging adolescents, I've been one, I lied and concealed too.

However, this series has left me a a bit wary of becoming a parent of a teenager. I understand it's developmentally appropriate for nearly college goers to want to separate from their parents and have their own identity, but it's still painful to watch those parents try and try to reach out to their children and get nowhere when they're clearly struggling. To see the parents suffering, trying to get close to their kids and have a door closed in their face is heartbreaking.

Finally, although 13 Reasons Why couldn't potentially make me want to take my own life when met with difficulties of secondary school students' lives, it's a scary reminder of what could lay ahead for me as a parent. It's like a hard push to work on open communication with my daughter who luckily is at least 7 years away from entering puberty. Hopefully I have plenty of time to continue to make her feel comfortable talking to me about her worries. This is all I want.

Note: I hadn't written for this blog in two years, so watching this much talked about series has served a good purpose to me. But I'm still a bit rusty, so forgive me. I thought I'd rather write on a public platform for those who are interested in the topic than to discuss it with people who hadn't seen it.

Friday, January 02, 2015

Segurança Alimentar


Guardando comida na geladeira:

Guarde carne crua na prateleira ou gaveta inferior da geladeira, abaixo de comidas prontas para comer.

Restos de comida devem ser guardados em vasilhas limpas com tampa, ou seja, não deve guardar a comida na travessa que serviu para evitar contaminação cruzada.

Facas e Tábuas de cortar para evitar contaminação cruzada:

1 tábua de cortar só para carne crua.
1 faca só para cortar carne crua.

1 tábua de cortar só para vegetais.
1 faca só para cortar vegetais.

1 tábua de cortar só para peixes.
1 faca só para cortar peixes.

1 tábua de cortar só para aves.
1 faca só para cortar aves.

Cuidado no supermercado:

Coloque as carnes cruas em uma sacola de plástico separada dos outros alimentos.

Cuidado com os ovos:

Assuma que todos os ovos contem salmonela, então, jogue as cascas fora imediatamente e lave as mãos após manusear ovos.

Cuidado com frangos:

Nunca lave frango.

Monday, July 14, 2014

Alemanhã: Respeito e admiraçao

Antes de mais nada tenho que dizer que não sou louca por futebol. É importante você saber isso. Assisti o jogo de abertura do Brasil na Copa. Além desse jogo, assisti os 15 últimos minutos da lavada que a Alemanhã nos deu na última terça-feira. Fiquei abismada quando o streaming começou no site da RTE e vi o placar: Brasil 0 x 6 Alemanhã.

Entretanto, vinha seguindo a Copa por intermédio de notícias, opiniões de amigos e familiares no Facebook e alguns comentaristas*. Agora sou fã das rodadas de comentários após as partidas. Talvez por que Bill O'Herlihy, John Giles, Liam Brady e Eamon Dunph são bons no que fazem e sabem a hora de calar. Bem, exceto o último, risos.

Enfim, acompanhei a novela do Suarez como todo mundo, mas o que mais me marcou foi o que li há algum tempo sobre a seleção da Alemanhã ter construído seu próprio centro de treinamento porque nenhuma estava de acordo com os padrões deles. Na verdade, quando vi as fotos do centro na Bahia, eu achei que era montagem. Sério! 



Outro ponto que me chamou minha atenção foi o enfoque que deram na simpatia de David Luiz. Como ele consolava os derrotados. Já os alemães... Naqueles 15 minutos que os vi atuando lembrei de nós mesmo em campo anos atrás. Concentrados na bola e comandando o jogo de tal forma que fazia o time do Brasil  de hoje parecer um time juvenil. O Brasil não se empenhava. Não jogava. Não acreditava que tinha chances de ganhar. Bem, considerando o placar naquela altura não era para menos, mas pelo o que escuto foi assim desde o começo daquela partida.

Após nossa derrota li que os jogadores alemães tinham combinado no vestiário, durante o jogo, que manteriam o respeito pelo Brasil isentando-nos de aturar um sarro por parte deles, até porque eles já sentiram na pele o que é perder a taça em casa. Isso de acordo com palavras deles, não apenas de fatos, pois sinceramente nem lembrava mais disso. 

Tenho grandes dúvidas que nós teríamos tido a mesma atitude se tivéssemos tirado a taça das mãos dele na Alemanhã. Nossa atitude é ganhamos, dane-se o resto. Somos os melhores e pronto. Bem, éramos, e já faz um tempinho que éramos os melhores mesmo. A ficha tem que cair para todo mundo para haver transformação no nosso futebol. A ficha caiu na Alemanhã no passado. Eles identificaram os problemas e os contornaram. Tanto é que vão levar a taça para casa.

Quem acreditou que o Brasil ganharia, agora está chupando o dedo. Decerto pouco se importa se os alemães deixaram seu jeito reservado de lado e caíram na nossa folia e sorriem de orelha a orelha como a gente sempre faz. Se o nosso governo resolveu gastar bilhões com estádios a culpa não é deles. Eles até fizeram o que podiam, deixaram o centro de treinamento deles para a gente usar como escola. Eles não sabem, mas nos deram um tapa com luva de pelica. São superiores no futebol e na questão social. Sem falar que foram inteligentes ao escolher a Bahia para treinar. Quem se aclimatiza na Bahia sofre menos em BH, Brasília, etc.

Tá...pra terminar eu só vou dar um palpite e não é técnico porque não vou falar sobre o que não sei. Vou falar sobre o vi nas duas últimas Copas: despreparo emocional. "Nosso meninos" tem que ter acompanhamento psicológico desde a convocação para a Copa quer tenha técnico grosseiro ou não. Imagina o peso de usar uma camisa da seleção. Digo, jogar para o Brasil durante a Copa. Tudo bem que nós somos muito mais emotivos que, digamos, os europeus, mas algumas cenas que vi (em vídeos após os jogos) beiram o ridículo.


*

Sunday, March 23, 2014

Cena triste no parquinho


Hoje vi uma cena triste no parquinho. Um menino com cerca de 5 anos tentava subir num brinquedo e resmungava um pouco com medo. A mãe, ao invés, de simpatizar com o sentimento do filho, começou a balançar a corda em que ele estava dependurado e a dizer ¨Meninos são corajosos!¨. Não pude ver o final porque tinha que observar  minha filha. Observo que os meninos são os que mais sofrem com o que vou chamar de bullying infantil, por falta de um termo técnico que se aplique melhor. 

Geralmente são os pais que empurram brinquedos com uma força além da esperada para a idade da criança que está nele. Meu marido diz que esses homens estão procurando deixar seus filhos mais durões. Eu concordo com ele. Esses pais parecem querer antecipar o que os meninos sofrerão na escola, embora eu não possa afirmar ao certo se é isso mesmo. O que sei é que acho muito estranho. Talvez porque para mim medo não é sinônimo de diversão, especialmente se causado por terceiros. Se a criança procurar um brinquedo porque gosta do ¨frio na barriga¨, são outros quinhentos ao meu ver.

De volta ao menino de 5 anos que sofreu bullying infantil pela própria mãe hoje. Ele parecia nunca ter subido naquele brinquedo antes. Leva-se tempo para uma criança (ou adulto!) dominar algo novo. Apressar o domínio de um novo brinquedo é uma espécie de terrorismo nada produtivo. Acredito que os pais devem ser fonte de segurança sempre. Imagino que  se o menino frequentasse o parquinho com frequência ele teria tanta desenvoltura quanto as crianças mais novas que o utilizam.

Todavia, o que mais me atordoa com a cena de hoje é pensar que a própria mãe pode minar a confiança do filho ou ridicularizá-lo. Sou do pensamento que o que acontece em público é uma fração do que acontece em casa. Digo isso porque acredito que a maioria dos pais que agem em erro o fazem sem intenção. Portanto não penso que todos procuram ser bonzinhos em público quando em casa são monstros, pois este tipo de pai e mãe, estão ao meu ver, numa categoria diferente, bem diferente, são pessoas doentes. Doentes no termo literal, não no sentido ofensivo da palavra, se é que você me entende.

Enfim, acho que uma mãe como a que vi hoje ensina o filho a não ouvir seus sentimentos. A criança abafa o que sente e se torna uma pessoa sem sintonia com seus sentimentos, uma pessoa endurecida ou violenta, que dá trabalho na escola ou às vezes consegue abafar tudo isso por mais alguns anos ou dá trabalho para si mesao ao conviver com os outros. Se torna uma pessoa com problemas mentais, de novo, no sentido literal das palavras. Será que alguém entende o que estou querendo dizer? Palavras melhores parecem fugir da minha mente. Tenho que escrever com mais frequência. Obrigada por ler até o fim. 

Tuesday, November 26, 2013

A honestidade não compensa


Estou pasma com a cara de pau de José Dirceu de novo! Não acredito ser a única pessoa a acreditar que ele se entregou à Polícia Federal, juntamente com seus comparsas, porque já tinha uma estratégia para não permanecer na prisão, mas daí a ter a carteira de trabalho assinada antes de uma decisão judicial autorizando isso, é demais. Se isso e suas roubalheiras já não fossem o bastante para revoltar um cidadão honesto, o político ladrão ainda deverá ganhar vinte mil reais trabalhando em um hotel em Brasília. Desde já quem concorda comigo deveria nunca mais se hospedar no Hotel Saint Peter de Brasília! Se existe Bem e Mal, certamente, Dirceu é do mal e todos deveríamos ficar longe dele ou de qualquer pessoa associada a ele. #boicotestpeter #josedirceu

Wednesday, September 04, 2013

Livros importados com entrega grátis para o Brasil

Este post é meu presente para amantes da leitura, estudiosos, alunos de Letras e a quem possa interessar! Veja o exemplo abaixo com fotos ¨print screen¨ do site do Amazon UK e do Book Depository. Clique para vê-las aumentadas.




Alguns saem pela metade do preço no Book Depository! Como fiquei sabendo dessa maravilha? É que sigo a página Be Bilingual no Facebook e eles compartilharam um artigo do site Multicultural Kid Blogs mencionando o site Book Depository. Há livros em Português e Inglês (as duas línguas juntas num livro só) para crianças. Eles entregam para o mundo todo. Veja a lista aqui. Tudo bem que o Amazon oferece preços reduzidos para livros no Kindle, mas ler um livro impresso é muito melhor que na tela do computador, não é mesmo?

Tenho voltado ao site do Book Depository nos últimos dias e percebido que os preços mudam constantemente, então, se você não tem pressa em relação a ler um certo livro, vale a pena esperar por um desconto.

Tuesday, July 30, 2013

Penico: retrocendo para progredir



Resolvemos tirar a fralda da nossa bebê mês retrasado, aos quase 19 meses de idade. Achamos que seria uma boa tentarmos porque 1) no verão ela poderia passar o dia com menos roupas e 2) ela não estava gostando nada nada de trocar fraldas mais. 

Comprei cerca de 20 training pants, que são calcinhas atoalhadas por dentro, e um penico* semelhante ao na foto acima porque ele dá mais estabilidade para bebês maiores (ela nasceu com 51 cm e 3,9 kg). Um mês antes de iniciar o processo já vinha lendo o livro Meu Penico de Leslie Patricelli, para ela. Foi um achado maravilhoso que encontrei no Brasil. Ela adora este livro mesmo 3 meses depois de sua compra. 

Iniciamos o processo a deixando só de camiseta por alguns dias depois passamos para as training pants. De tempos em tempos eu a sentava no penico. Ela fez xixi na primeira vez que a sentei. Achei que isso era um sinal positivo. Fiquei empolgada. Quando ela fazia xixi no chão eu falava ¨xixi no penico¨, num tom normal. Cocô era mais fácil de ¨pegar a tempo¨. 

Com o passar dos dias foi ficando muito claro para mim que ela não estava pronta para tirar a fralda, pois o xixi só ía parar no penico quando eu a sentava a tempo, e isso era difícil acontecer, pois era muito rápido. Digo, o sinal de que vai acontecer e a coisa de fato. Para ser sincera, a maioria das vezes não tinha sinal, apenas acontecia.

Parecia que eu ficava o dia inteiro tentando observar sinais de que ela precisava fazer xixi. Especialmente nos primeiros dias, que foram bem longos e cansativos. Além disso, eu a sentava quando não era a hora para ela, pois como disse, às vezes não tinha sinal. De forma que parecia que eu a ficava sentando no bendito penico o dia inteiro. Foram dias meio depressivos para mim, confesso.

Conversei com meu marido em duas ocasiões sobre o fato de acreditar que ela não estava pronta. Todavia ele achava que eu queria desistir. Mudei o meu approach para deixar claro que não se tratava de mim apenas, mas dela, bem como meu relacionamento com ela. Sentia que nossa ¨insistência¨ em ¨ensiná-la¨ a fazer xixi no penico seria o começo de um relacionamento conturbado com minha filha. Eu queria parar isso o mais rápido possível.

Assim, após quatro semanas sem ela se deslocar até o penico para fazer suas necessidades ficou claro para mim que ela ainda não tinha aprendido a sensação de bexiga cheia e/ou de como segurar ¨as necessidades¨. No dia seguinte disse a ela que voltaria a colocar fraldas nela, mas que se ela quizesse fazer xixi no penico tudo bem.

Desde então a sento no penico quando ela acorda pela manhã e depois da soneca do dia para manter o hábito porque não concordo em ¨engavetar¨ o penico depois de tanta repetição. Acho que seria confuso para ela, até porque ela gosta de sentar nele, às vezes, para ver seus livros.

Nos primeiros dias de retrocesso continuei colocando as training pants no final do dia, que é o horário de ¨maior atividade¨, mas aos poucos passei a colocar fralda o dia inteiro, com a diferença que comei a usar fraldas reutilizáveis com enchimento uma ou duas vezes por dia. Comprei no site sewisyourbaby quando ainda estava grávida, mas nunca tinha usado elas antes.

Com o retrocesso da nossa parte ela reclama bem menos em ter que trocar a fralda. Eu também procuro trocar mais rápido e num lugar mais confortável para ela. Hoje, um mês depois de recuarmos, ela foi até o penico por livre e espontânea vontade e fez xixi.

Foi assim, logo após sentá-la no penico, ao acordar da soneca diurna, ela levantou e se afastou dele, pois estava com medo do barulho do jato (estavam lavando nossa casa por fora). Ela disse ¨xixi no penico¨ e foi até ele e fez. :)

Então, continuaremos como estamos fazendo, indo devagar enquanto ela vai aprendendo a sentir sua bexiga cheia e a segurar suas necessidades. Acredito que quando ela estiver pronta vai avisar, assim como avisa quando fez cocô. Desde quando iniciamos a retirada da fralda ela passou a não suportar ficar com fralda com ele. Imagino que será o mesmo em relação a estar molhada.

Sentá-la no penico duas vezes ao dia não a irrita nem me deprime, então, estamos bem assim. Se eu não gosto que ¨martelem coisas na minha cabeça¨ porque eu teria que fazer o mesmo para ela sentar no penico!?

*O penico foi comprado muitos meses atrás e ela não tinha interesse algum nele. Muito pelo contrário. Se eu sugeria sentar nele, ela saia correndo. Isso, até ela ler o livro que mencionei. Comprei o penico porque ela estava me avisando que fazia o no. 2 e parecia estar pronta, mas na época era inverno. Não tinha como deixá-la sem calça nem com o aquecedor ligado.

Saturday, July 27, 2013

Bebê que não assiste tv

Vidrada na primeira tv que viu na vida em férias no Brasil aos 18 meses (detalhes no último parágrafo)

Já perdi a conta dos anos que não assistimos tv em casa. As duas televisões estão no sótão há nos. Não sentamos um dia e decidimos que não assistiriámos mais tv. É que passei a me interessar por coisas que podia assistir online. Gostei de poder escolher o que vou assistir ao invés de ficar assistindo a tudo que é colocado a minha frente. Assim, meu marido deu a idéia de ¨engavetarmos¨ as tvs. Isso aconteceu anos antes de minha bebê nascer.

Isso não significa que ela não tenha sido exposta à desenhos animados como Pocoyo, Galinha Pintadinha e Patati Patata. Muito pelo contrário. Quando ela tinha poucos meses de vida eu colocava os dois primeiros para ela assistir.

Os desenhos animados passaram a fazer parte da rotinha. Pocoyo depois do café da manhã, Galinha Pintadinha depois do almoço e outros que descobria no YouTube depois da última refeição do dia. Pocoyo e Galinha Pintadinha ¨rodaram¨ assim que ela começou a expressar seus desejos, após 1 ano de idade. Acho que ela já estava farta deles. Então achei que era hora de introduzi-la a Patati Patata e ela gostou bastante. 

Todavia, os vídeos começaram a se tornar uma fonte de frustração. Por mais que ela tenha aprendido a pedir para eu colocar os favoritos eu às vezes não acertava porque ela dizia ¨esse¨ ou ¨quero esse¨. ¨Mas qual 'esse'?¨ Eu perguntava. No final das contas percebi que os vídeos não estavam sendo uma boa. Comecei a pesquisar.

Até agora o filosofia de criação de filhos com quem mais me identifico é a RIE, que encontro no site de Janet Lansbury que é uma discípula de Magda Gerber, a fundadora de RIE - Resoucers for Infant Educares. Foi no site da primeira que aprendi a como brincar com minha filha, o que facilitou a retirada dos desenhos animados/musicais. 

Digo, foi encorajando minha filha a brincar independentemente que a preparou para isso. É que muito antes de perceber o prejuízo dos desenhos eu me dei conta que a forma de como eu me comportava enquanto ela brincava não era a melhor para ela.

Como toda mãe bem intencionada eu, às vezes, mostrava como um brinquedo era operado. No início eu achava que estava passando um tempo de qualidade com minha filha. Depois foi ficando claro que ela não se interessava muito pelos brinquedos que eu brincava, especialmente se eu fazia algo que ela ainda não tinha condições de fazer.

Por exemplo, como ela não gostava de martelar os pinos para dentro da base de madeira eu os colocava em pé no chão ou um em cima do outro. Hoje tenho até vergonha de ter feito isso, pois ela ainda não tinha a destreza para isso. Ela tentava colocar os pinos em pé no chão e ficava frustrada com toda a razão.

Então, comecei a colocar em prática a brincadeira independente, que consiste em deixar a criança escolher o que quer brincar e brincar do jeito que quiser. Não há certo ou errado ou regras ou finalidade a ser atingida. Além disso, fico quieta a observando. Se ela levanta os olhos, digo, olha para mim, eu narro o que estou vendo ela fazer ou tentando fazer. No começo é difícil, pois a criança está acostumada com a nossa interferência. 

Comprei um quebra-cabeça de letras (que você coloca num tabuleiro - é adequado para a idade dela) e ela pedia para eu colocar as letras para ela. Quando o meu dizer que ela deveria tentar não adiantava eu colocava a letra do lado do buraco apropriado, mas não dentro. E assim ela foi progredindo. Ela ficou muito feliz quando colocou todas as peças pela primeira vez. Eu mais ainda de estar presente no momento em que isso aconteceu, pois pude retribuir o sorriso. 

Hoje em dia ela brinca independentemente numa boa. É útil quando tenho que preparar algo para ela. E é isso o que ela faz nos momentos em que antes assistia vídeos no meu laptop. 

* (foto) Eu tinha acabado de trocar a fralda dela. Saí da sala para pegar a câmera e registrar o fato de que ela não levantou imediatamente após eu trocar a fralda, como de costume. Ela parece nem ter percebido que eu saí da sala de tão fixada que estava na tela. A tv deixa as crianças passivas. Brincando elas exercitam a imaginação e o corpo! E como diz Magda Gerber, o mundo já possui estímulos suficientes para os bebês. Tv não é necessário. Às vezes achamos que sim, pois precisamos fazer algo e queremos que a criança esteja bem, mas brincar é muito mais benéfico!

Sunday, July 21, 2013

Mais sete semanas de calor!?


Hoje fiquei sabendo que há um ¨guru do tempo¨ neozelandês chamado Ken Ring. Ele previu calor por mais sete semanas. Até o dia onze de setembro. Agora é ver para crer. Embora, confesso eu, que preferia não ver! 

Nunca imaginei que pudesse fazer tanto calor na Irlanda. Tampouco que pudesse não chover por tantos dias. Pelo o que tenho lido, não fazia calor assim há dezoito anos. Para você ter uma idéia, minha bebê de 21 meses me pede para dar banho nela. São três banhos por dia nos dias mais quentes. E ela custa a querer sair da banheira.

Felizmente hoje o dia amanhaceu do jeito que gosto: o sol estava todo coberto por nuvens. Foi o primeiro dia nublado em muito tempo. Assim, até curto o calor, mas do contrário sair de casa é um sacrifício. Sinceramente não entendo como algumas pessoas conseguem ficar sentadas fora de Cafés e bares totalmente expostas ao sol. Sim, as mesas não tem guarda-sol. No parque vejo mães de short tomando sol mesmo já estando com as pernas bem sapecadas . Dói só de olhar.

É um calor que nunca senti em Brasília. É páreo para Arraial d'Ajuda, em Porto Seguro, com a diferença que lá o sol bate mais quente na pele e nem na sombra tem refresco. 

Sunday, June 09, 2013

Viajando de avião com minha bebê pela primeira vez


Antes de engravidar imaginava que estaria pronta para viajar com minha filha dentro de 6 meses. Pensava em levá-la para o aniversário da avó dela no Brasil. Após seu nascimento percebi que estava errada.

Do ponto de vista médico não havia qualquer impedimento para que eu viajasse de avião com a Fofucha. Nosso GP (médico) disse que ela é saudável e que se eu demorasse muito ela iria me carregando. Além disso, parece haver um consenso sobre a facilidade de viajar com bebês que ainda não andam. Sim, porque se eles não andam dão menos trabalho.

Todavia, meu marido e eu achamos que o mais prudente seria esperar que ela tivesse recebido todas as vacinas do calendário irlandês (que, diga-se de passagem, não inclui vacinas de gripe e H1N1). Assim, com 1 ano de idade iríamos para o Brasil, se não fosse um imprevisto que atrasou nossa viagem por mais 6 meses. De forma que a Fofucha tinha 18 meses quando embarcamos para o Brasil. Ela já andava com segurança.

A minha prioridade era o bem estar da minha filha. Por isso, tive que ser insistente com meu marido em relação ao meu plano para chegar no Brasil. Nem saímos da Irlanda e fizemos uma parada. Explico.

Fomos para Dublin um dia antes do voo. Ficamos num hotel ao lado do aeroporto para que pudessemos acordar na hora em que minha filha normalmente acorda. De forma que a primeira alteração na rotina dela naquele dia seria o voo para Lisboa. Do contrário seria, acordar antes do normal, viajar 2h30 de carro e pegar um voo. Perceba a diferença!

Confesso que quando embarcamos no primeiro avião, da Aer Lingus, eu jurei para mim mesma que não entraria noutra latinha de sardinha com minha bebê tão cedo. Eu estava bem preocupada, mas tudo correu bem. Ela dormiu enquanto cantava para ela, logo após ler um dos seus livros favoritos. Ela acordou a tempo para eu trocar a fralda dela e servir o almoço (esquentado em banho maria).

Quando as aeromoças foram para o fundo do avião eu fui lá para frente e troquei a fralda no chão em frente aos armários de comida e dos passageiros que voaram nas primeiras poltronas (bem, havia uma parede divisória nos separando deles). Ninguém falou nada. Nunca que eu tentaria trocar na mesa reclinável acima da privada. Aquilo é para bebês pequenos. 

Foi uma vitória para mim esta troca de fraldas, pois geralmente eu sou bem educada. Pergunto se posso antes, não vou fazendo as coisas no avião dos outros. Além disso, tive que agir rápido, outra dificuldade para mim. Agir rápido é contra minha natureza (ou melhor, era, pois agora estou tendo que ser rápida no penico, pois tirei as fraldas da Fofucha, depois falo sobre isso). 

Mas voltando ao vôo Dublin-Lisboa, a glória foi ela não ter sentido dor nos ouvidos na decolagem ou aterrisagem. Ela chegou a coçar os ouvidos, mas a chupeta impediu que o desconforto se transformasse em dor aparente. A idéia de oferecer paracetamol infantil 40 min antes do voo, para garantir um voo tranquilo para ela, passou pela minha cabeça, mas me lembrei da minha regra ¨você não dá remédio antes que algo aconteça¨. 

Para aborrecimento total do meu marido, que não podia carregar qualquer peso e não podia me ajudar a carregar a Fofucha, a Aer Lingus não levou o carrinho até a porta do avião de forma que tive que andar muito com ela no colo. Ela chegou a andar um pouco, mas não tinha condições de colocá-la para andar todo o percurso até recolher as malas. 

Felizmente o depósito de malas é perto da área de desembarque. Logo pegamos um táxi e fomos para o hotel mais próximo, que já tinha reservado no booking.com. Foi ótimo poder usufruir do hotel até o voo para Brasília. Oito horas de espera não é nada quando se tem que cuidar das necessidades da sua bebê, das suas próprias e ainda estar de volta ao aeroporto 40 min antes do voo. Tivemos o tempo certinho de chegarmos, tomarmos banho, comermos e dormirmos por cerca de 3 horas.

O voo Lisboa-Brasília foi o mais cansativo da minha vida. Nunca dormi tão pouco. Acho que 2 horas se muito. (Minto. No da volta dormi 30 min). O negócio é que não havia poltronas vagas e Fofucha dormiu sobre minhas pernas. Para deixar ela descansar o máximo possível não me mexi e minhas pernas doeram um bocado. Eu troquei a fralda dela nas poltronas após a saída dos demais passageiros.

A volta também foi tranquila, mas com algumas diferenças que servem de dicas. Ligue para a sua companhia aérea e peça para levarem o carrinho até a porta do avião. Só vale a pena ficar na primeira fila de poltronas se o seu bebê puder usufruir do berço acoplável à parede, a não ser que o avião não tenha todos os banheiros concentrados bem à sua frente, como foi o nosso caso com a TAP, pois recebíamos luz na cara toda hora. O limite de peso do berço da TAP é 11 kg, que eles estimam ser até 1 ano de idade.

Nós levamos a comida da Fofucha nas embalagens originais, incluindo o leite (em garrafa da Milupa), de forma que apenas a água estava em mamadeiras (embora ela não mame há muito tempo). Tive que provar um pouco da água em todas checagens de segurança. Levamos parte da comida nesta bolsa e parte na mochila do meu marido. Cada um de nós levou duas bagagems de mão. Ele uma mochila e aquela bolsa. Eu, a mochila da Fofucha e uma bolsa média. Vou publicar este post de imediato. Se me lembrar de algo mais eu edito o post logo abaixo. É tarde e minha cabeça dói. Até breve!

Thursday, May 30, 2013

Maconha não passa por controle de qualidade


Não é novidade. E vale para qualquer droga. Elas não passam por controle de qualidade. Para mim esse fato é suficiente para me deixar longe delas. Mas não foi o caso de duas irlandesas de 20 anos que foram parar na UTI na Irlanda.

Elas consumiram maconha contaminada. Os testes sairão dentro de alguns dias, mas a suspeita é que foi misturada com uma droga sintética. As jovens não se conhecem. São de lugares diferentes do Condado de Louth. De forma que há um alerta no nordeste da Irlanda à respeito de maconha contaminada. 

Imagina agora a maconha criada a céu aberto. Vem um animal e ¨dispensa dejetos¨ em cima dela. Se ele tiver hepatite, o que é possível, já era a saúde do cidadão. E se nenhum animal defeca na sua maconha, você fica propenso a ficar paranóico de qualquer jeito. Tá louco! 

Sei, você vem e diz que cerveja é muito mais prejudicial para os seres humanos, haja vista a violência no trânsito e fora dele também. Eu odeio esse argumento. É como o aluno que tira nota ruim e se compara com o pior da turma. 

Enfim... Quer fumar? Tudo bem, mas fume de preferência longe de mim, pois eu não suporto o cheiro. Todavia não trato usuário de maconha como marginal não. Aliás, sou à favor da descriminilização das drogas. Ninguém deve ser preso por fazer opções ruims a não ser que cometa um crime em decorrência disso. 

Monday, May 20, 2013

Bebê: 19 meses de OPOL



Nossa, não escrevo há dois meses! É que estava concentrada na viagem para o Brasil. Foi a primeira viagem de avião da Fofucha. Falarei à respeito no próximo post. Prometo!

Enfim, este post pode interessar quem mora no exterior e está em dúvida sobre que língua falar com seu bebê. Falar a língua materna ou a língua local? Ou ambas!? Eis a questão. Antes mesmo de começar a pesquisar à respeito eu tendia para a primeira possibilidade: falar apenas em Português com minha filha. 

Após seu nascimento essa idéia se tornou mais forte pelo simples fato de eu não me sentir à vontade falando em Inglês com ela. Logo que voltei para a casa da maternidade eu testei um pouco, mas soava tão falso e insincero. Era como se meus sentimentos não estivessem sendo devidamente traduzidos embora fosse eu mesma quem estivesse fazendo a tradução, se é que você me entende...

Bem, foi aí que pesquisei um pouco e encontrei o método One Parent One Language. A mãe fala a sua língua nativa e o pai a dele. E foi isso que temos feito desde seu nascimento. Como eu converso com ela 95% do tempo em que ela está acordada... Não sei que língua o anjo da guarda dela fala... Mas sei que seu nome é Gabriel, pois ela falou esse nome hoje do nada. :)

Mas voltando ao assunto, eu imaginava que ela entendia muito mais Português do que Inglês porque além do fato de eu passar a maior parte do tempo com ela, sou eu quem ensina mais o nome das coisas. Não que meu marido não ensine, mas tendo eu vista que ele passa bem menos tempo com ela, eu presumia que o vocabulário dela em Inglês fosse bem menor do que ela demonstrou ser esta semana.

Ela estava tentando pegar mais fraldas para abrir, num lado da sala, até o meu marido mencionar como era curioso o fato dela não ter percebido as fraldas que estavam em cima da mesa de atividades (foto), que estavam do outro lado da sala. Ela, então, parou e foi imediatamente pegar essas fraldas a que ele se referiu. Eu fiquei impressionada.

Eu escolhi o método OPOL por achá-lo o menos confuso para ela. Você pode até dizer que o menos confuso seria eu falar só Inglês com ela. Mas isso significaria ela não saber a língua que a família da mãe dela fala. Para mim isso está fora de questão. A outra opção seria eu falar as duas línguas com ela. Basicamente eu acabaria falando em Português dentro de casa e Inglês fora de casa. Seria conveniente para mim, mas acredito que no futuro ela entenderia isso como uma marginalização do Português. 

Bem, de qualquer forma, eu imagino que quando ela estiver mais crescida, ela poderá resistir falar em Português na rua, isso é comum, então, é mais um motivo para ensinar o máximo de Português que eu puder agora. Entretanto, eu pretendo continuar falando só em Português. Se ela decidir falar comigo em Inglês, eu continuarei falando em Português. Jamais a forçaria a falar Português. Primeiro porque a respeito, segundo porque não quero que ela odeie a nossa língua! Eu espero que ela entenda a minha intenção no futuro. Sabendo Português ela conhecerá de fato sua família e o país de onde sua mãe veio. Não por minhas palavras, mas pelo entendimento e conclusões dela. 

Recomendo dois posts fantásticos sobre presunção de competência: Parenting & Presuming Competence e Presume competence - What does that mean? Embora a autora fale sobre sua filha com autismo, o princípio vale para todas as crianças, portanto, todos os pais se beneficiaram ao lê-los. Foram indicações da Janet Lansbury 

Sunday, March 17, 2013

Mother and baby shouldn't fall ill in Ireland



I wish I could tell you I had a wonderful St. Paddy's day, but this is far the case. We went to Dublin to try to register my baby at the Brazilian Embassy on Thursday and had no luck. I'll tell you about it in another post. Instead everyone got a cold.

So we ran out of adult paracetamol this afternoon and I asked himself to get more before he went to do the groceries. He decided to get our daughter more infant paracetamol (Calpol) as well just in case. However, he was told he could not get both at a supermarket in Galway. 

It seems if you are set to take your own life you are going to change your mind if you have to go to a different shop to get what you want. Apparently mother and baby shouldn't fall ill at the same in Ireland. I'd say this is very unlike to happen, yeah. Not.

Thankfully himself could find a pharmacy open, but if it was late at night one of us would have to suffer until the morning. Obviously me or my hubby had he been the one sick. So there you go, I finally came across a silly bureaucratic law in Ireland. Nanny state gone mad.

Finally, I advise you to always have a little stock of paracetamol in case it is needed. I needed to get it off my chest. I hate it when the just pay for the sinners or in this case, the suicidal. 

Friday, December 14, 2012

Petição: Ação de repúdio contra a Revista Veja!

Circula no Facebook uma petição de repúdio contra a revista Veja. Acho que demorou. Lembra dos meus posts sobre essa revista? Veja o cúmulo do machismo e É possível obrigar um pai a ser pai?

Enfim, o motivo da revolta foi a falta de respeito do jornalista Reinaldo Azevedo para com o recém-falecido Oscar Niemeyer, o qual foi chamado de ¨idiota¨. Nem vou entrar no mérito da questão, pois para mim pouco importa agora qual era a tendência política daquele arquiteto. O que importa é que ele se foi. Assim, como qualquer outra pessoa que parte, ele merece respeito, especialmente logo após a sua morte e em revistas de circulação nacional com artigos online também.

Achei deplorável o fato da Veja ter colocado a infeliz matéria do Reinaldo Azevedo na capa da revista. Ele podia ter chamado o arquiteto de ¨esquerdista comunista¨ ou termo equivalente, mas faltar com o respeito em nome da liberdade da expressão é enfadonho. Bem, para alguns ser chamado de comunista já é um xingamento, mas isso são outros quinhentos...

Já tive o desprazer de ler alguns artigos desse jornalista antes. Ele escreve como um adolescente mimado que carrega uma metralhadora carregada com desrespeito que atira para todos os lados, menos para a direita, se é que você me entende. Se você também está farto desse Azedo há muito tempo, assine a petição também. 

Wednesday, October 17, 2012

Você é uma mãe progressista?


A socióloga australiana Charley-Ann Scott, também conhecida como The Sheperdess fala sobre a criação de filhos de uma forma progressista em seu site e no livro ¨The Sheperdess - A guide to mothering without control¨, que estou lendo e adorando. Eis os 13 princípios: 

1. Mães progressistas atendem as necessidades de constante contato físico dos filhos desde o nascimento (amamentando, segurando no colo, abraçando, etc.). Elas não se preocupam em ¨estragar¨ os seus filhos ou se as atitudes deles estão de acordo com a idade deles porque cada criança é única.

2. Mães progressistas fazem todo o esforço possível para atender as necessidades singulares de cada filho e sempre tentam ¨encontrar o sim¨ em qualquer situação.

3. Mães progressistas não usam qualquer forma de disciplina, incluindo técnicas de modificação de comportamento (castigo com tempo predeterminado, elogio, recompensa), castigo físico, disciplina ou consequências.

4. Mães progressistas usam aconselhamento gentil e modelação como ¨ferramentas¨ na educação, ao invés de exercer autoridade sobre os filhos. Elas veem os filhos como alidados ou apoiadores para guiá-las durante os seus primeiros anos de vidas. 

5. Mães progressistas oferecem encorajamento para aprender novas habilidades, mas não julgam a performance dos filhos com críticas ou elogios avaliativos. 

6. Mães progressistas tentam ajudar seus filhos a fazerem o que querem de uma forma segura.

7. Mães progressistas fazem um grande esforço para ouvir o que filhos estão dizendo tanto verbalmente como não-verbalmente. Elas respondem de acordo.

8. Mães progressistas fazem modelação de comportamentos aceitáveis e consideram as necessidades de todos da família quando resolvem conflitos.

9. Mães progressistas veem as ¨vozes¨ dos filhos como iguais às delas próprias.

10. Mães progressistas cuidam de si mesmas e são honestas sobre suas próprias necessidades e sentimentos. Elas não se sacrificam a ponto de tornarem-se ressentidas.

11. Mães progressistas estão constantemente cientes do modo pelo qual se apresentam para seus filhos, tanto com linguagem verbal como não-verbal, e se esforçam conscientemente para sempre serem respeitosas e gentis em suas interações com eles.

12. Mães progressistas guardam pensamentos amorosos e positivos sobre seus filhos no decorrer de suas vidas e sempre presumem que eles tem boas intenções.

13. Mães progressistas lutam para estar cientes de que os sofrimentos sofridos em suas próprias infâncias interferem em suas habilidades de serboas mães e fazem esforços conscientes para evitar passar suas mágoas aos seus filhos.

Os 13 princípios podem ser condensados em uma única regra:

Trate os seus filhos como você gostaria de ser tratado(a) se você estivesse no lugar deles. 

Thursday, October 11, 2012

Tirando a mamadeira

Caneca sem válvula (fluxo livre)

A preparação para tirar a mamadeira começou aos 7 meses com a caneca acima. Comecei a oferecer água nela e continuei usando as mamadeiras para servir leite. 

Uma semana antes dela completar 1 ano comecei a usar a caneca abaixo apenas para servir água. Como ela adaptou-se muito rápido, na semana seguinte eu já passei a oferecer todos os líquidos nela. Inicialmente o meu plano era substituir a mamadeira em apenas uma refeição por dia e ir aumentando ao poucos, mas tendo em vista que ela amou a caneca, por causa da tampinha (transparente que cobre apenas o bico e é presa na tampa) eu resolvi tirar de vez.  Eu confesso que também amo esta caneca, pois ela pode chacoalhar à vontade que não vaza!

Caneca com válvula

FIQUE LIGADA

Um dia antes de eu começar a retirada das mamadeiras, ela demonstrou descontentamento na hora de tomar água na caneca no lanche da tarde e eu imaginei que a culpa era da caneca, mas não era isso. É que ao completar 1 ano a fome aumentou (e a vontade de tomar leite diminuiu). Assim, no primeiro dia da retirada das mamadeiras eu complementei o lanche da tarde.  Ao invés de servir apenas frutas (feitas no vapor) com iogurte natural eu ofereci um pouco de pão integral torrado (cortado em fatias pequenas que não dou na boca - ofereço com a minha mão, ela pega com a dela, com a mais rapidez e vontade, e passa para dentro da boquinha dela - acho importante incentivar a independência na medida do possível).  

Então, eu diria para você ficar atenta, pois se você também for tirar a mamadeira quando sua bebê completar 1 ano ela pode estar se queixando para comer mais e não para tomar o leite na mamadeira (bem, imagino que você também serve o leite depois da comida).

Tá. Você quer saber porque você deve tirar a mamadeira tão cedo. É porque o leite permanece muito tempo em contato com os dentes quando a bebê mama na mamadeira. No copinho é vapt vupt. Os dentes agradecem. Além disso os bebês precisam trabalhar os músculos da língua para poder falar e isso não acontece quando eles usam mamadeira. 

[Estou tentando encontrar um vídeo que vi outro dia com o testemunho de uma mãe tentando introduzir a caneca para o filho. Ela teve que comprar diversas canecas! Quando encontrar o colocarei aqui. Vale a pena assistir].

Friday, September 14, 2012

Contornando choro noturno da bebê



Mês passado escrevi o post Bebê e a hora de dormir e comentei que minha bebê vinha acordando apenas uma vez por noite para pedir o bico ¨perdido¨ na cama. Ela nem chegava a chorar. Eu ficava sabendo que ela acordava porque uso monitor.

Todavia dias após eu escrever aquele post ela começou a acordar chorando. Uma ou duas vezes por noite.  Duas noites seguidas. E não era dor na gengiva nem gás. Passava com o colo da mamãe. 

Meu marido disse ¨Bebês são assim mesmo. De fases¨. Eu pensei ¨Ok. Faz sentido¨. Mas mãe tem aquela coisa de buscar a perfeição, então, coloquei minha cachola para funcionar e me lembrei de um artigo que li sobre 20 maneiras de ajudar o seu bebê que anda (toddler) a dormir. 

Embora minha bebê anda não ande, ela está próxima disso, pois começou a sentar sozinha semana passada e agora já engatinha. Então, resolvi colocar em prática a única dica que me lembro do artigo, que falava sobre ter cuidado com o que colocamos nossos bebês para assistir antes de dormir. 

Me lembrei que a primeira vez que vi Os Três Porquinhos (após muitos anos) com minha bebê eu achei o lobo mau repugnante com seus pelos duros e grossos. Curiosamente, minha bebê gostou deste desenho, então, era um dos selecionados para assistirmos antes dela dormir. Isso vinha ocorrendo há uns 5 meses sem qualquer problema.

Mesmo assim, achei que poderia ser o lobo mau que estava aparecendo nos sonhos dela e os tornando em pesadelos. Então, ontem eu o substitui por outro e foi batata, ela dormiu bem sem acordar chorando. Estamos na segunda noite e tudo vai bem. 

 Mamãe 2 x 0 Lobo Mau. 

Tuesday, August 28, 2012

Bebê e a hora de dormir - 0 a 10 meses

Nossa bebê dormiu no nosso quarto até completar 6 meses. É um procedimento comum na Irlanda. Ela dormia a um braço de distância de mim. Inicialmente num moisés que ficava coladinho do meu lado da cama de casal. Eu brincava que me sentia como uma recruta tendo que me erguer de prontidão todas as vezes que ela precisava ter o bico recolocado na boca. E foram inúmeras vezes por noite. Brincadeiras à parte, era muito confortante tê-la perto de mim, além de prático, pois ela mamava a cada 3 ou 4 horas. 

Por volta dos 3 meses o moisés começou a ficar apertado. Resolvi comprar um berço-cama (1,40 x 70 cm). Sempre a colocávamos de forma a evitar a Síndrome de Morte Súbita Infantil, ou seja, com os pés rentes ao pé da cama e com os cobertores de furinhos (celullar blankets) presos firmemente nas laterais da cama e abaixo das axilas dela. Quando o frio apertou usávamos o máximo de 5 cobertores, conforme recomendado no hospital. Assim, até os 6 meses não havia que se falar em métodos para ajudá-la a dormir, pois ela sempre estava próxima de nós à noite. 

Quando ela começou a domir no quarto dela ela pegava no sono muito facilmente. Eu chegava no quarto, dava um abraço longo, que envolvia niná-la andando para trás e para frente e depois a deitava e era basicmante isto. Todavia, na primeira noite ela chorou um pouco, como se tivesse assustada, então, no dia seguinte a levei ao quarto dela durante o dia e o mostrei tim tim por tim tim, e a segunda noite já foi tranquila.  

Aos 7 meses ela já não pegava no sono tão facilmente, talvez porque coincidiu com o nascimento dos dentes. Então eu tinha que ficar mais tempo para observar se uma possível inquietude era sinal de dor ou apenas cansaço. 

Por volta dos 8 meses e meio, quando ambos os dentes inferiores já haviam nascido ela passou a ficar mais atenta, então passei a entretê-la com brincadeiras relaxantes, que geralmente fazia durante o dia: contar até 5 com os dedos, com a voz muito baixa, abrir e fechar a mão, falando os movimentos que estou fazendo, sussurando também, além do sobe e desce com as mãos, mais uma vez explicando o que estou fazendo. Isso a relaxa e capta a atenção dela, de forma que ela fica mais quietinha. É um momento gostoso. Ela sempre sorri.

Aos 9 meses ela começou a rolar e foi um pouco tenso à noite, pois ela rolava sem parar e ainda não sabia como fazer para rolar sem bater a cabeça. Eu ficava em pé como um goleiro aguardando a bola, mas levei alguns frangos. Os protetores de berço não são recomendados após os 6 meses, pois o bebê pode puxá-lo e se sufocar, então, não usamos. A própria gerente da Mothercare me aconselhou a não comprá-los. 

Passada a empolgação inicial, ela passou a rolar bem menos na hora de dormir. Mantenho o ritual dos 8 meses e meio e uma vez ou outra tenho que retornar ao quarto. Às vezes ela reclama um pouco quando saio. Aguardo cerca de 1 minuto para observar se ela vai dormir ou se vai evoluir para um choro. Nunca deixo chegar em choro. Digo choro de verdade, não o simulado, que é muito bonitinho, e que nessas alturas já sabemos distinguir bem. Atualmente ela só precisa de mim à noite quando o bico cai ou ¨se perde¨ na cama. Nos últimos 2 meses isso caiu de 4 para 1 vez por noite.

Conclusão: Prefiro ficar no quarto com ela um pouco (cerca de 10 minutos) à colocá-la na cama, sair e ficar voltando a cada 1, 2, 3 minutos, como ensina um método que prega esperar 1 minuto a mais cada vez que o bebê chora. Por que? Porque esse método é para ensinar o bebê a dormir sozinho. Ela já sabe dormir sozinha. Ela aprendeu aos 6 meses, quando passou a domir no quarto dela. Naquela época ela pegava no sono rapidamente. Agora ela leva um tempinho e acho mais caloroso ficar com ela. Eu faço com ela o que gostaria que fizessem comigo. Acho uma grande tolice sustentar a idéia de que não se pode fazer isso porque o bebê vai se acostumar. Eu sou mãe dela, é claro que ela vai se acostumar e eu tenho o maior prazer em fazer isso. 

Rotina pré-cama

Quando ela passou a dormir no quarto dela eu categorizei os desenhos animados, de forma que passo os mais calmos após a última refeição. Leio o livro dos alimentos e/ou faço os sons dos animais e vemos alguns desenhos. Tudo isso por 20 minutos, enquanto limpo o rosto e as mãos com algodão e água fervida resfriada e escovo todos os 2 dentes dela. :) Não importa se eu já li o livro várias vezes durante o dia, ou se já fiz os sons dos animais mais cedo. O livro é o brinquedo favorito e os sons dos animais é sucesso garantido sempre. Prefiro dar banho assim que ela acorda, pois estamos mais dispostas.

Gases

Gases ou wind, em Inglês, foi o período (entre o 2o e 4o mês) mais difícil para mim e acho que para ela também. Como a recomendação aqui é dar apenas leite até os 6 meses, sendo que água em casos especiais, eu oferecia um pouco de água se as fezes estavam mais durinhas, mas isso era raro, de forma, que ela tomou água 2 vezes durante as crises de gases. Gases era resolvido no braço, ou melhor, a segurando em posições que aliviavam a dor. Elas variavam de tempo em tempo e tinhámos que nos virar para descobri-las. No geral, eram posições em que nossos braços pressionavam a barriga dela ou traziam as pernas contra a barriga. Houve uma época que ela não nos deixava sentar. É muito gentil da parte do pai (ou homem na casa) ceder os braços nesta época. 

Outra coisa sobre os gases é a seguinte. Todas as vezes que minha bebê acordava de repente de um sono (durante o dia ou a noite) gostoso eu a pegava de imediato e a colocava para arrotar. Em 98% dos casos era gases mesmo. Mais uma vez, imagino que há experts que diriam que isso não é bom, mas eu prefiro sanar a dor da minha filha a me preocupar com divagações teóricas, afinal, os gases só incomodam assim por uns 2 meses.

Dor da gengiva

Começou aos 7 meses. Durante o dia passo o gel (bonjela), quando necessário. Se ela acorda chorando damos paracetamol líquido infantil (Calpol). Se ela dá sinais de dor na gengiva na hora de dormir também uso o gel. Em situações raras em que ela não dorme o dia inteiro e demonstra forte dor na hora de dormir damos paracetamol. Isso ocorreu cerca de 3 vezes até hoje. Ela nunca chorou com dor durante o dia. É sempre à noite. O paracetamol leva entre 20 e 30 minutos para tirar a dor. Nesse meio tempo dou um colinho e ajuda muito ambas. :) Quando a dor pega a noite costumar repetir na noite seguinte, mas depois tudo volta ao normal.

O que está por vir

Estou ciente que há bebês que sentem dor nas pernas à noite quando começam a andar, mais ainda acho que não será tão difícil quanto à época dos gases. Obviamente se eu tivesse um segundo filho não acharia tão difícil. Para quem já tem experiência certamente é bem menos difícil.

Obs: Eu chamo minha bebê pelo nome dela, mas resolvi não escrevê-lo no blog para preservá-la.