Monday, May 20, 2013

Bebê: 19 meses de OPOL



Nossa, não escrevo há dois meses! É que estava concentrada na viagem para o Brasil. Foi a primeira viagem de avião da Fofucha. Falarei à respeito no próximo post. Prometo!

Enfim, este post pode interessar quem mora no exterior e está em dúvida sobre que língua falar com seu bebê. Falar a língua materna ou a língua local? Ou ambas!? Eis a questão. Antes mesmo de começar a pesquisar à respeito eu tendia para a primeira possibilidade: falar apenas em Português com minha filha. 

Após seu nascimento essa idéia se tornou mais forte pelo simples fato de eu não me sentir à vontade falando em Inglês com ela. Logo que voltei para a casa da maternidade eu testei um pouco, mas soava tão falso e insincero. Era como se meus sentimentos não estivessem sendo devidamente traduzidos embora fosse eu mesma quem estivesse fazendo a tradução, se é que você me entende...

Bem, foi aí que pesquisei um pouco e encontrei o método One Parent One Language. A mãe fala a sua língua nativa e o pai a dele. E foi isso que temos feito desde seu nascimento. Como eu converso com ela 95% do tempo em que ela está acordada... Não sei que língua o anjo da guarda dela fala... Mas sei que seu nome é Gabriel, pois ela falou esse nome hoje do nada. :)

Mas voltando ao assunto, eu imaginava que ela entendia muito mais Português do que Inglês porque além do fato de eu passar a maior parte do tempo com ela, sou eu quem ensina mais o nome das coisas. Não que meu marido não ensine, mas tendo eu vista que ele passa bem menos tempo com ela, eu presumia que o vocabulário dela em Inglês fosse bem menor do que ela demonstrou ser esta semana.

Ela estava tentando pegar mais fraldas para abrir, num lado da sala, até o meu marido mencionar como era curioso o fato dela não ter percebido as fraldas que estavam em cima da mesa de atividades (foto), que estavam do outro lado da sala. Ela, então, parou e foi imediatamente pegar essas fraldas a que ele se referiu. Eu fiquei impressionada.

Eu escolhi o método OPOL por achá-lo o menos confuso para ela. Você pode até dizer que o menos confuso seria eu falar só Inglês com ela. Mas isso significaria ela não saber a língua que a família da mãe dela fala. Para mim isso está fora de questão. A outra opção seria eu falar as duas línguas com ela. Basicamente eu acabaria falando em Português dentro de casa e Inglês fora de casa. Seria conveniente para mim, mas acredito que no futuro ela entenderia isso como uma marginalização do Português. 

Bem, de qualquer forma, eu imagino que quando ela estiver mais crescida, ela poderá resistir falar em Português na rua, isso é comum, então, é mais um motivo para ensinar o máximo de Português que eu puder agora. Entretanto, eu pretendo continuar falando só em Português. Se ela decidir falar comigo em Inglês, eu continuarei falando em Português. Jamais a forçaria a falar Português. Primeiro porque a respeito, segundo porque não quero que ela odeie a nossa língua! Eu espero que ela entenda a minha intenção no futuro. Sabendo Português ela conhecerá de fato sua família e o país de onde sua mãe veio. Não por minhas palavras, mas pelo entendimento e conclusões dela. 

Recomendo dois posts fantásticos sobre presunção de competência: Parenting & Presuming Competence e Presume competence - What does that mean? Embora a autora fale sobre sua filha com autismo, o princípio vale para todas as crianças, portanto, todos os pais se beneficiaram ao lê-los. Foram indicações da Janet Lansbury 

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