Friday, October 12, 2007

Atualização via Cyber Café

Hoje é dia 11 de outubro, nosso terceiro dia no apartamento. É impressionante como tudo tem se encaminhado bem. O Pete teve folga na última sexta e sábado. Na sexta olhamos o apartamento e tivemos o aval do dono para nos mudarmos nesta semana. O chefe dele ainda deu mais esta segunda e terça de folga para ele. Quando isso aconteceu nós nem tínhamos achado o apartamento. Aproveitamos para arrumar as coisas na segunda para, então, nos mudarmos na terça. Contamos com a ajuda do Mike, o amigo dele que tem van. Saí da casa no lucro: com um husky siberiano debaixo do braço, de pelúcia. No dia anterior, ou seja, 08 de outubro, fez 4 meses que o Bono morreu.

Foi um pouco estressante ter que fechar o negócio sozinha, na segunda, mas deu tudo certo.

Coincidentemente não tive que trabalhar enquanto procurávamos um novo lar e nos acomodávamos no apartamento. Por um lado achei ótimo, já que tive os dias inteiros livres para arrumarmos nossas coisas, mas por outro não.

Antes de nos mudarmos, o Pete mandou um email para os amigos contando sobre o novo apartamento. Ele disse “I’m a happy bunny”. O curioso é que quando ele fica feliz ele realmente parece um coelinho. Ele está tão feliz que quer ir ao pub hoje quando chegar do trabalho para encontrar os amigos que tocam no The Crane e contar as boas novas.

Ficaremos sem internet até sábado, dia que a companhia de TV e Net vem ativar os serviços. Na Irlanda é necessário pagar uma taxa para ter TV em casa. E se você não tem TV a NTL não ativa a internet.

Ontem o pub estava lotado. Cheguei e fui direto ao toalete para me recompor da breve, porém rápida caminhada até lá. Quando desci não encontrei um banco disponível. Fiquei no cantinho esperando a música acabar. Quando o Pete terminou de tocar ele olhou para trás e não me viu. Então ele levantou-se e buscou um banco do outro lado do pub e eu me sentei perto dele. Cumprimentei um por um.

Um dos músicos, o Martin, vulgarmente chamado de Desconfiado, por mim, desde o dia que botei meus olhos nele, chegou mais tarde e quando disse “oi” para ele, ele perguntou “E aí? Já se casaram?” Quando ele ficou sabendo do casamento (ainda sem data), na semana passada, ele disse que isso o assustava, mas nos desejou felicidade. Nos chamou de corajosos com outras palavras. Acho que não fiz uma cara muito feliz, pois no final da noite, ele nos desejou felicidade novamente.

E no final da noite, quando mudei para um assento mais confortável, ao lado dele, ele disse “Então você ainda não o deixou!?”. Não sei qual é a dele, mas o Pete disse que ele passou por uma separação difícil. E há separação fácil, por acaso?

Aqui há esta tradição de comprar bebida para os amigos. Cada noite pelo menos 3 pessoas compram bebidas para a roda de músicos. Ontem foi a vez do Harry, também conhecido como Jesus, por mim. Ele perguntou o que eu estava bebendo. Descobri a água com limão. Ao invés de beber um pint (uns 700 ml de cerveja), eu bebo isso agora. Tomo dois copos apenas em 3 horas.

Voltando ao Harry, ele é escocês, mas passaria por brasileiro. Não que ele tenha a pele morena, não é por aí. Ele é tão claro quanto eu, mas ele se parece com os brasilenses roqueiros. Sempre usa calça jeans clara e camiseta preta. Deve ser a ausência de casaco que o faz parecer brasileiro também. O chamo de Jesus porque ele tem os cabelos longos e aloirados como o filho Dele e nariz fino. Se não fosse por isso, pareceria mais com o meu queridíssimo primo Maurício.

Semana passada eu falei para Jesus que a voz dele é uma mistura das vozes de Bob Dylan, Tom Petty e  Luke Kelly.

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