Tuesday, August 28, 2012

Bebê e a hora de dormir - 0 a 10 meses

Nossa bebê dormiu no nosso quarto até completar 6 meses. É um procedimento comum na Irlanda. Ela dormia a um braço de distância de mim. Inicialmente num moisés que ficava coladinho do meu lado da cama de casal. Eu brincava que me sentia como uma recruta tendo que me erguer de prontidão todas as vezes que ela precisava ter o bico recolocado na boca. E foram inúmeras vezes por noite. Brincadeiras à parte, era muito confortante tê-la perto de mim, além de prático, pois ela mamava a cada 3 ou 4 horas. 

Por volta dos 3 meses o moisés começou a ficar apertado. Resolvi comprar um berço-cama (1,40 x 70 cm). Sempre a colocávamos de forma a evitar a Síndrome de Morte Súbita Infantil, ou seja, com os pés rentes ao pé da cama e com os cobertores de furinhos (celullar blankets) presos firmemente nas laterais da cama e abaixo das axilas dela. Quando o frio apertou usávamos o máximo de 5 cobertores, conforme recomendado no hospital. Assim, até os 6 meses não havia que se falar em métodos para ajudá-la a dormir, pois ela sempre estava próxima de nós à noite. 

Quando ela começou a domir no quarto dela ela pegava no sono muito facilmente. Eu chegava no quarto, dava um abraço longo, que envolvia niná-la andando para trás e para frente e depois a deitava e era basicmante isto. Todavia, na primeira noite ela chorou um pouco, como se tivesse assustada, então, no dia seguinte a levei ao quarto dela durante o dia e o mostrei tim tim por tim tim, e a segunda noite já foi tranquila.  

Aos 7 meses ela já não pegava no sono tão facilmente, talvez porque coincidiu com o nascimento dos dentes. Então eu tinha que ficar mais tempo para observar se uma possível inquietude era sinal de dor ou apenas cansaço. 

Por volta dos 8 meses e meio, quando ambos os dentes inferiores já haviam nascido ela passou a ficar mais atenta, então passei a entretê-la com brincadeiras relaxantes, que geralmente fazia durante o dia: contar até 5 com os dedos, com a voz muito baixa, abrir e fechar a mão, falando os movimentos que estou fazendo, sussurando também, além do sobe e desce com as mãos, mais uma vez explicando o que estou fazendo. Isso a relaxa e capta a atenção dela, de forma que ela fica mais quietinha. É um momento gostoso. Ela sempre sorri.

Aos 9 meses ela começou a rolar e foi um pouco tenso à noite, pois ela rolava sem parar e ainda não sabia como fazer para rolar sem bater a cabeça. Eu ficava em pé como um goleiro aguardando a bola, mas levei alguns frangos. Os protetores de berço não são recomendados após os 6 meses, pois o bebê pode puxá-lo e se sufocar, então, não usamos. A própria gerente da Mothercare me aconselhou a não comprá-los. 

Passada a empolgação inicial, ela passou a rolar bem menos na hora de dormir. Mantenho o ritual dos 8 meses e meio e uma vez ou outra tenho que retornar ao quarto. Às vezes ela reclama um pouco quando saio. Aguardo cerca de 1 minuto para observar se ela vai dormir ou se vai evoluir para um choro. Nunca deixo chegar em choro. Digo choro de verdade, não o simulado, que é muito bonitinho, e que nessas alturas já sabemos distinguir bem. Atualmente ela só precisa de mim à noite quando o bico cai ou ¨se perde¨ na cama. Nos últimos 2 meses isso caiu de 4 para 1 vez por noite.

Conclusão: Prefiro ficar no quarto com ela um pouco (cerca de 10 minutos) à colocá-la na cama, sair e ficar voltando a cada 1, 2, 3 minutos, como ensina um método que prega esperar 1 minuto a mais cada vez que o bebê chora. Por que? Porque esse método é para ensinar o bebê a dormir sozinho. Ela já sabe dormir sozinha. Ela aprendeu aos 6 meses, quando passou a domir no quarto dela. Naquela época ela pegava no sono rapidamente. Agora ela leva um tempinho e acho mais caloroso ficar com ela. Eu faço com ela o que gostaria que fizessem comigo. Acho uma grande tolice sustentar a idéia de que não se pode fazer isso porque o bebê vai se acostumar. Eu sou mãe dela, é claro que ela vai se acostumar e eu tenho o maior prazer em fazer isso. 

Rotina pré-cama

Quando ela passou a dormir no quarto dela eu categorizei os desenhos animados, de forma que passo os mais calmos após a última refeição. Leio o livro dos alimentos e/ou faço os sons dos animais e vemos alguns desenhos. Tudo isso por 20 minutos, enquanto limpo o rosto e as mãos com algodão e água fervida resfriada e escovo todos os 2 dentes dela. :) Não importa se eu já li o livro várias vezes durante o dia, ou se já fiz os sons dos animais mais cedo. O livro é o brinquedo favorito e os sons dos animais é sucesso garantido sempre. Prefiro dar banho assim que ela acorda, pois estamos mais dispostas.

Gases

Gases ou wind, em Inglês, foi o período (entre o 2o e 4o mês) mais difícil para mim e acho que para ela também. Como a recomendação aqui é dar apenas leite até os 6 meses, sendo que água em casos especiais, eu oferecia um pouco de água se as fezes estavam mais durinhas, mas isso era raro, de forma, que ela tomou água 2 vezes durante as crises de gases. Gases era resolvido no braço, ou melhor, a segurando em posições que aliviavam a dor. Elas variavam de tempo em tempo e tinhámos que nos virar para descobri-las. No geral, eram posições em que nossos braços pressionavam a barriga dela ou traziam as pernas contra a barriga. Houve uma época que ela não nos deixava sentar. É muito gentil da parte do pai (ou homem na casa) ceder os braços nesta época. 

Outra coisa sobre os gases é a seguinte. Todas as vezes que minha bebê acordava de repente de um sono (durante o dia ou a noite) gostoso eu a pegava de imediato e a colocava para arrotar. Em 98% dos casos era gases mesmo. Mais uma vez, imagino que há experts que diriam que isso não é bom, mas eu prefiro sanar a dor da minha filha a me preocupar com divagações teóricas, afinal, os gases só incomodam assim por uns 2 meses.

Dor da gengiva

Começou aos 7 meses. Durante o dia passo o gel (bonjela), quando necessário. Se ela acorda chorando damos paracetamol líquido infantil (Calpol). Se ela dá sinais de dor na gengiva na hora de dormir também uso o gel. Em situações raras em que ela não dorme o dia inteiro e demonstra forte dor na hora de dormir damos paracetamol. Isso ocorreu cerca de 3 vezes até hoje. Ela nunca chorou com dor durante o dia. É sempre à noite. O paracetamol leva entre 20 e 30 minutos para tirar a dor. Nesse meio tempo dou um colinho e ajuda muito ambas. :) Quando a dor pega a noite costumar repetir na noite seguinte, mas depois tudo volta ao normal.

O que está por vir

Estou ciente que há bebês que sentem dor nas pernas à noite quando começam a andar, mais ainda acho que não será tão difícil quanto à época dos gases. Obviamente se eu tivesse um segundo filho não acharia tão difícil. Para quem já tem experiência certamente é bem menos difícil.

Obs: Eu chamo minha bebê pelo nome dela, mas resolvi não escrevê-lo no blog para preservá-la.

1 comment:

  1. Parabéns!!! uma verdadeira aula, até para quem já criou 4 filhos, inclusive a autora. bjo

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