Friday, July 22, 2011

Re: Casar várias vezes - Ivan Martins


Algumas pessoas não vem qualidades que detestam no outro por estarem apaixonadas (e otimistas que o outro mude - o que muitas vezes prova-se um erro), outras namoram uma pessoa mascarada que convenientemente só deixa a máscara cair após o casamento, outras ainda são traídas. Há uma série de motivos bastante compreensíveis que levam uma pessoa a separar-se de outra.

Há hipóteses menos justificáveis, provenientes de caprichos e infantilidade, que também levam algumas pessoas a separarem. Não estou aqui para julgá-las, mas para tentar explicar o meu ponto de vista.

Antes discriminados, hoje felizmente as pessoas descasadas sofrem bem menos preconceito que antes, mas não estão livres dele. Sempre os defendi, pois tenho a plena convicção de que se tivesse me casado aos 20 e poucos anos eu também teria me separado. Felizmente descobri que o meu namorado de 5 anos era um traidor em série, o que me abriu portas para conhecer pessoas mais dignas e interessantes no processo de escolher aquele viria a ser o meu marido.

Enfim, em seu artigo Casar várias vezes, Ivan Martins diz que as pessoas casadas uma única vez tem muita sorte ou são conformistas. Contudo, a minha tese é que a tal da sorte a que ele se refere é proporcional a maturidade e a vivência. Quanto mais você vive mais pessoas você vê, digo, conhece. Não é toa que as pessoas mais vividas dizem que já viram de tudo.

Por mais que você tenha tido um número reduzido de amantes você tem a oportunidade de observar diversos outros, envolvidos com amigos e parentes, e se você tiver bom senso, você vai aprender com essas histórias ao longo da sua vida, para o seu próprio bem. Afinal, embora sejamos diferentes, os indícios de certos tipos de comportamentos que levam ao término de um  casamento são parecidos.

Já a maturidade é como se fosse uma lente. Quanto mais você tem, mais nitidamente você vê a outra pessoa sem expectativas desmedidas. Sim porque o problema é projetarmos a pessoa ideal no outro, o forçando a preencher expectativas que sequer foram verbalizadas e, justamente por isso, tendem a não ser preenchidas. 

Ainda há vítimas de separações derivadas de planos secretos e amores interesseiros como o da mulher que usa o marido para engravidar e depois o descarta ou do homem que lucra com o casamento, seja melhorando sua imagem na sociedade, trabalho ou família. 

Finalmente, há diversos tipos de pessoas separadas, as que agiram corretamente e não deveriam ser discriminadas, e as que nem tanto, assim como há diversos tipos de pessoas casadas: as que permanecem casadas por serem felizes assim e as que o fazem por comodismo, por questões materiais ou por outros motivos não relacionados com sentimentos. 

Generalizar descasados ou casados não é, no mínimo, justo. O que importa é separar-se ou permanecer casado(a) de forma honesta e sincera. 

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